sexta-feira, 27 de julho de 2012

um olhar sobre os outros... CONFRARIA SABORES DA ABÓBORA


Da freguesia de Sôza - Vagos,  a Confraria SABORES DA ABÓBORA, abaixo transcrevemos o texto publicado no seu blog http://confrariadaabobora.blogspot.pt aquando do seu I Capítulo.




    No passado dia 21 de Janeiro decorreu a cerimónia do I Capítulo da Confrariados Sabores da Abóbora, onde estiveram presentes várias confrarias bem como entidades culturais e eclesiásticas.


    Em ambiente festivo foram recebidas as confrarias presentes. De seguida em cortejo para a Igreja Matriz assistiu-se à missa solene com a benção das insígnias, bandeira e restantes estandartes presentes.







Foram entronizadas as 13 confrades fundadoras e as 10 efectivas, apadrinhadas pelas Confrarias dos Ovos Moles de Aveiro e a dos Nabos e Companhia, seguindo-se almoço no salão Jardins Boavista, no qual não podia faltar os vários sabores da abóbora (papas de abóbora, doce de abóbora com requeijão, várias sobremesas confeccionadas com abóbora e licor de abóbora). À noite associando-se á festividade em honra do Mártir S. Sebastião, num espírito de confraternização e de convívio, foram confeccionadas papas de abóbora pelas confrades, e degustadas por todos os presentes, recordando e mantendo viva a tradição, que se perde pelos tempos, nesta vila de Soza.



quinta-feira, 12 de julho de 2012

...no arraial de S.Pedro das SAÍNHAS-Vagos...





VEM DAÍ LINDA SAÍNHA,
DÁ AO PÉ, SALTA SEM MEDO.
ESTA NOITE ÉS A RAINHA,
NESTE ARRAIAL DE S.PEDRO!

Quando as fotos ilustram bem a animação que foi a nossa presença no Arraial de S.Pedro em Vagos (Mercado Municipal), numa organização da Confraria Gastronómica AS SAÍNHAS, pouco haverá mais a dizer...





VAGOS, 2012.JUNHO29




                  

domingo, 8 de julho de 2012

Os nosso confrades... DOS OLHARES DOS MENINOS DA RUA...


Dos olhares dos meninos da rua,

 havia livraria, alegria e roupa,

 arte no azulejo e coisa pouca.




Na viela muita coisa havia,

 odores, sabores

e de Águeda os seus amores.

No rio de lua,

 de água fresquinha de memória só sua,

 nua a nora girava e o tempo não parava.

Do nada o Zé Cheta, vagueava,

o Júlio os jornais distribuía, aqueles que não lia,

 o amola tesouras assobiava e o cauteleiro apregoava.



Da leitura do passado, na continuidade do futuro,

 a confraria apareceu, redescobrindo e segredando,

 os sabores do botaréu.

E é esta a cultura eterna e singela

 na alma de Águeda a Linda,

a raiz do nosso ser que não queremos perder.

Maria João Franco Garcia

Um olhar sobre os outros... CONFRARIA GASTRONÓMICA "AS SAÍNHAS" - VAGOS


Com o seu I Capitulo a 8 de Março de 2009 a Confraria Gastronómica AS SAÍNHAS, de Vagos, é hoje uma das confrarias de referência do Distrito de Aveiro e a elegância das suas Confrades faz-se evidenciar de norte a sul do País nas diversas representações junto de outras confrarias.
O seu último Capítulo - o IV - realizou-se no dia 24 de Março de 2012, conforme foto acima tirada no Palácio do Visconde Valdemouro...
Sendo uma confraria exclusivamente constituída por mulheres, torna-a ainda mais graciosa...
Aquando do seu Primeiro Capítulo foram Confrarias madrinhas, respectivamente: Confraria dos Nabos e Companhia - Carapelhos - Mira e Confraria do Bacalhau - Ílhavo.

Como complemento a esta informação sobre as nossas amigas "SAÍNHAS" gostaria de publicar um excerto do texto lido pelo Confrade Manata, da Confraria Nabos e Companhia, aquando da entronização das confrades fundadoras d' AS SAÍNHAS...


...O verde dos pinheiros bravos, à mistura com uma ou outra camarinheira, empoleirados nas dunas das matas nacionais, impregnados de aroma de resina e maresia forte que nos invade as narinas a anunciar o oceano, é cenário comum a estes dois concelhos vizinhos e que povoou as nossas infâncias.
Afeiçoámo-nos a estas árvores que domesticaram as areias deste cordão dunar que a fúria do vento e os caprichos do mar faziam andar numa roda viva, quando palmilhávamos os caminhos florestais de Mira a Vagos para nos arrepiarmos na frescura das ondas, coexistindo, nós e os pescadores, em pacífica algazarra, mareando na confusão das redes, do praguejar rijo, dos barcos, dos bois, dos cabazes de peixe a saltar vivo, do ondear das ancas das peixeiras…
Em Vagos, onde a Ria já se anuncia em toda a sua pujança, também bate o coração da Gândara que lhe herdou um chão areento, quase estéril. Mas o Gandarês, combinação de toda uma linhagem rústica de migrações seculares de Norte e de Sul que o robusteceu para as exigências desta terra e deste mar, não baixou os braços: palmo a palmo, os nossos avoengos amansaram as valeiras plantando a mata para estancar as areias que esperneavam constantemente por força das tareias do vento, e, rasgou-a de cursos de água para enxugar charcos lodacentos e pantanosos e criar um chão firme onde pudesse enterrar a enxada e a rabiça do arado. É daqui, de uma terra humilde, por muito tempo esquecida na sua ruralidade que nasce a gastronomia Gandaresa. Neste chão maninho, que obriga a um trabalho quase heroico para garantir a côdea, as sardinhas na telha, o pitau de raia, as batatas assadas na areia e muitos outros, são lenitivo para tantas canseiras e provam que a nossa gastronomia tradicional não se confina aos produtos da terra: àquilo que lhe arrancamos juntamos a dádiva do mar. Outro manjar confirma ainda este facto: amansando-lhe a rebeldia que nos cede, generoso, o peixe, juntamos as batatas, as cebolas, os alhos, o vinho e até o azeite e assistimos, desta união da terra com o mar, ao nascimento da caldeirada.
É este o trabalho louvável das Confrarias Gastronómicas, o de promover e preservar a gastronomia tradicional de uma região. E a Confraria Gastronómica As sainhas sabe isso. Sabe que, enquanto confraria gastronómica, está vocacionada para comer mas fá-lo no espírito de divulgar a riquíssima herança desta nossa terra porque sabe também que ela pode ser a porta grande por onde entra um turismo guloso de saberes ancestrais e autênticos. E a provar o seu empenho na defesa do dito património imaterial vem, com as irresistíveis sainhas, juntar-se aos Nabos e Companhia, à Confraria do Bacalhau, aos Aromas e Sabores Gandareses, à Confraria Camoniana. Deste manjar de terra firme nos hão-de falar detalhadamente e nos darão o prazer de o degustar.   


sábado, 7 de julho de 2012

SABORES DO BOTARÉU - I CAPITULO...


Acima o Certificado de Título atribuído a cada Confrade entronizado no passado dia 1 de Julho de 2012.
O Diploma foi redigido sobre a reprodução de um painel de azulejos pintado à mão por mestre João Breda, das Faianças do Outeiro de Águeda.
A Confraria Enogastronómica Sabores do Botaréu além de querer apresentar um diploma com características  únicas, quis desta forma também patentear um dos seus desígnios...
A intransigente defesa do Património Àguedense, onde se incluí a faiança pintada à mão: azulejaria, painéis, louça doméstica e decorativa...
Este painel de azulejos é propriedade de um elemento da nossa Confraria.
 Abaixo a sua reprodução original.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

SABORES DO BOTARÉU - Confraria Enogastronómica - AGUEDA


E o sonho tornou-se realidade!
A nossa Confraria atingiu a primeira meta...Mas a jornada ainda agora começou! 
A sessao solene de entronizaçao dos 30 confrades aconteceu no Salao Nobre dos Paços do Concelho da Cidade de Agueda. 
Apos a recepçao feita pelos 30 confrades aos convidados, Confrarias madrinhas e restantes Confrarias que nos honraram com a sua presença e ate nos vieram dar o seu testemunho de fraternidade confradica, foi servido um pequeno almoço... Espumante de honra e petiscos variados...
Seguiu-se a sessao solene tendo como abertura as boas-vindas dadas pelo Ex.mo Sr.Presidente da Camara Municipal de Agueda, Dr. Gil Nadais. 
De imediato as Confrarias madrinhas: Enofilos da Bairrada e Almas Santas da Areosa e do Leitao iniciaram o I Capitulo da nossa Confraria com duas pequenas alocuçoes, apos o que, foi feito o juramento em unissono dos 30 confrades noviços a serem entronizados. De seguida foram chamados os actuais membros dos corpos sociais da Confraria, os 14 elementos iniciadores cognominados Conselheiros do Botareu, que fizeram uma abluçao com "agua do botareu", como purificaçao e fidelizaçao a Agueda seus saberes e sabores...

A entronizaçao destes 14 elementos foi feita pelas Confrarias madrinhas e consistiu na acto de vestimenta do gabao, imposiçao do escapulario com insignia, colocaçao do chapeu, assinatura da tomada de posse e apos as palavras de que a partir daquele momento era considerado Confrade da Confraria Enogastronomica Sabores do Botareu, recebeu o respectivo certificado.
De seguida os Corpos Directores ja entronizados e com plenos poderes para o acto entronizaram os restantes 16 confrades seguindo o mesmo ritual.



Ainda tempo para usarem da palavra distintos convidados, Dr.Pedro Machado, Presidente do Turismo do Centro, Drª Celeste Amaro, Directora Regional da Cultura e a Drª Madalena Carrito (Confraria da Chanfana), Presidente da Federaçao Portuguesa das Confrarias Gastronomicas...
Com animaçao de rua, foi iniciado o desfile que teve a primeira paragem no Palacio da Justiça em cuja escadaria se tirou a foto de familia...



O desfile continuou pela baixa de Agueda ate a beira-rio e teve o seu termino no Cais do Botareu onde apos ter sido recitada, pelo Grao Mestre, a quadra de A.Sereno




AS NORAS DO NOSSO RIO
DE BRAÇOS HIRTOS AO CEU
GEMEM, SOLUÇAM, DAO AIS...
NAS AGUAS DO BOTAREU...

nas escadarias, mesmo junto ao rio, foi improvisado um coral da nossa Confraria que cantou um excerto da Rapsodia de Agueda do antigo Orfeao de Agueda (Armando Castella e Neca Carneiro).

AS LAVADEIRAS A NOITE
TIRAM OS SEUS AVENTAIS
PARA FAZER TRAVESSEIRAS
NO MEIO DOS AREAIS

BATE LAVADEIRA, LAVADEIRA BATE
QUE AS TUAS CANTIGAS JA NAO TEEM
REMATE...